Fórum Local, 4 Setembro 2010
Vilas que não querem ser cidades, cidades que são vilas. Classificações à parte, do estatuto de cidade à efectiva urbanidade vão passos largos. Sabia que Oeiras, Sintra ou Cascais são vilas? Conhece a cidade de Pinhel?
“a mesma história que define a recusa de Ponte de Lima em ser cidade é responsável pela manutenção do título em localidades que há muito perderam a dimensão para o serem. José Manuel Simões, professor do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, lembra, por exemplo, o caso de Miranda do Douro: “A meio do século passado, perdeu tanta população que chegou a ter menos de 2000 habitantes; por essa altura, Amareleja, que era uma aldeia, tinha mais de 5000.
O quadro actual das cidades portuguesas ficou marcado por movimentos demográficos como a emigração e o fluxo interno em direcção a Lisboa e Porto. “O mapa da população no século XVI – o primeiro censo foi feito em 1527 – era bem mais equilibrado do que o actual. Havia um rosário de povoamentos no interior, justificados pela necessidade de defesa do território”, destaca o professor. José Manuel Simões recorda depois o êxodo rural e a falta de uma verdadeira política de desenvolvimento do interior: “Tropeça logo no facto de o IP2 ter sido considerado uma via estratégica no plano rodoviário de 1985 e, mais de 20 anos depois, ainda não estar concluído…”". Leia o artigo completo no Público.